Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Data Center "by the book"

Em notícia da IDG News, o Green Grid consortium anunciou planos para criar um guia para a criação de Data Centers eficientes em energia. Estes planos foram discutidos no encontro anual do Green Grid, que realizou-se na semana passada em San José, EUA. Neste mesmo encontro também foi discutido o PUE (Power Usage Effectiveness), métrica surgida no ano passado que proporciona uma maneira de medir a eficiência do Data Center, e que já é utilizada por gigantes como Microsoft e Google.

O chamado "Data Center 2.0" design guide deverá ser lançado daqui há um ano, segundo Mark Monroe, board member do Green Grid e diretor de computação sustentável da Sun Microsystems. Como há muita documentação sobre o assunto, o objetivo do Green Grid é reunir tudo num guia que proporcione um ponto único de consulta a todos os interessados.

A americana Environmental Protection Agency (EPA), a mesma agência que criou o selo "Energy Star", estima que os Data Centers representam 1.5% de todo o consumo de eletricidade dos EUA, e acredita que este percentual dobrará até 2011. Vale a pena uma visita à página do Green Grid, onde há muita documentação em pdf que pode ser baixada gratuitamente, e é um ótimo material para gestores de Data Centers.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Obama e a eficiência energética

Está no jornal O Globo de hoje e no blog da Marília Martins (clique aqui): "Obama quer reduzir em 30% gastos de energia do governo".

Ao assinar ontem um memorando com novas diretrizes para sua política de energia, o presidente americano quer mais rigor nos níveis de economia de energia em todos os eletrodomésticos vendidos no país, quer incentivar a produção de veículos bicombustíveis e a distribuição de combustíveis considerados limpos, além de promover mudanças em prédios públicos no sentido de torná-los mais econômicos em termos de energia e menos poluentes em termos ambientais (a tendência de "edifícios verdes" já comentada em postagem anterior). O presidente quer reduzir em 30% as contas de luz do governo.

O físico Steven Chu, vencedor do Premio Nobel por pesquisas atômicas feitas com laser, é o Secretario de Energia de Obama e um dos mais notórios defensores da mudança da matriz energética americana na direção de fontes alternativas menos poluentes. Os primeiros resultados já devem ser sentidos em agosto de 2009, com regulamentações para aparelhos de arcondicionado, aquecedores, microondas, lavadoras de pratos, fornos elétricos e lâmpadas, mas laptops e celulares também estão na mira de Obama ainda este ano.

Esta ação surge em complemento a outra medida de Obama, que busca limitar o uso de gases poluentes em automóveis e dar maior autonomia de veículos com um galão de gasolina, entre outras medidas. O bacana destas ações imediatas na nossa área de TI é o efeito em cascata que ela gera. Sendo uma política de governo, top-down, há uma pressão ainda maior para que as organizações em geral tenham isso como meta corporativa. E, assim sendo, se transforma numa ótima oportunidade para aplicação de processos para "esverdear" a TIC. No caso de empresas multinacionais então, talvez haja um rápido reflexo por aqui de medidas que suas matrizes ou filiais americanas venham a tomar e que se transformem numa tendência global.

Taí mais uma boa argumentação para nós utilizarmos em nossas exposições sobre o tema, não é mesmo ?

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Responsabilidade Social e Profissional em Projetos

O mineiro Ricardo Vargas é um dos fundadores do PMI-MG e tem muitos anos de atuação em Gerenciamento de Projetos. Atualmente é chair do PMI Internacional. Em seu website ele fornece vasto material sobre o tema. Uma das coisas que me chamou a atenção foi o "5 minute PM podcast". São "pílulas" em aúdio que discutem alguns temas relevantes na área de gerenciamento de projetos disponibilizados semanalmente.

Um deles (de dezembro de 2008) trata exatamente de Responsabilidade Social e Profissional em projetos, onde o meio ambiente é considerado. Com sua linguagem informal e simpática, Ricardo confirma que este é um tema que vem sendo muito discutido nos congressos internacionais do PMI. Considerar a sustentabilidade em projetos é, de fato, uma tendência mundial: obter prosperidade com responsabilidade, conduzindo eticamente os nossos projetos.

Ele argumenta: se "esfolarmos" nosso fornecedor por preço, por exemplo, será que estamos sendo responsáveis ? Philip Diab, chair do PMI em 2008, numa conversa com Ricardo, afirmou : "o gerenciamento de projetos é uma das melhores formas de levar prosperidade para o mundo. Agora, se não o fizermos de uma forma responsável, podemos criar uma bomba atômica".

Pois é. Vivemos imersos em projetos diariamente. Todos eles são formados por pessoas. Com estes stakeholders devemos ter uma relação "ganha-ganha", onde todos prosperam. O maior objetivo é criar meios de prolongar a vida útil destas relações, dos negócios e da sociedade. O meio ambiente entra neste contexto, como um stakeholder que deve ser considerado. A distribuição de resultados a qualquer preço pode custar caro ao seu gestor. A atual crise financeira mundial, onde os três pilares da sustentabilidade (prosperidade econômica, justiça social e reponsabilidade ambiental) não estiveram equilibrados em muitas grandes empresas, causou um colapso em cascata, uma vez que vivemos num mundo "plano" (conforme já falou Thomas Friedman) , cujas relações comerciais são cada vez mais interdependentes.

Vale a pena uma verificada no site do Ricardo. Para ter acesso aos podcasts é necessário fazer um registro gratuito.

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

ITIL e a Sustentabilidade

Eu participo de um ótimo grupo de estudos da ITIL (Information Technology Infrastructure Library), que trata de gerenciamento de serviços de TI. O grupo é liderado por dois excelentes profissionais da área: Patrícia Aquino e Marcos André, ambos certificados em Service Manager.

Em uma discussão recente no grupo, levantou-se a questão: até que ponto a ITIL endereça a TI Verde ? Eu peço licença para reproduzir abaixo a minha resposta:

"Muitos estudiosos tratam a cadeia de valor corporativa sob o conceito dos "três pilares" (ou "three bottom line"): prosperidade econômica, justiça social e responsabilidade ambiental. Para se manterem no mercado a longo prazo com toda a visibilidade e projeção, os especialistas consideram que um organização deve atender estes três pontos. É uma questão de sobrevivência. Hoje temos o entendimento de que as questões envolvendo a sustentabilidade (ambiental e social) devem estar na pauta estratégica de todas as corporações. A TI Verde não deve ser tratada como algo separado da Governança de TI. Ela está inserida neste processo. Da mesma forma que, num patamar acima, a sustentabilidade empresarial faz parte da Governança Corporativa. O IBGC tem um paper interessante sobre isso, juntando Governança Corporativa e Sustentabilidade, está no website deles. Portanto, a TI Verde deveria ser preocupação direta dos CIOs em vários de seus aspectos, alinhada com metas como eficiência energética, reciclagem, atendimento aos interesses de novos stakeholders, valorização da marca, mudança na relação com fornecedores, entre muitos outros pontos.

Se por um lado pode parecer frustrante que os frameworks de TIC não toquem diretamente no assunto ambiental, há uma grande contribuição que todos eles podem nos dar: comportamento ético, respeito, gerenciamento de stakeholders e visão estratégica. Desta maneira, abre-se um universo de possibilidades para tratarmos a
TI Verde, principalmente neste momento em que o meio ambiente é palavra de ordem. Mas esta discussão não é nova (vem desde o final da década de 80, quando o termo "desenvolvimento sustentável" surgiu), e acho até que, realmente, a v3 do ITIL poderia tocar um pouco neste assunto. Mas isso, de longe, não chega a ser um problema.

Ao ter um foco cada vez maior em entregar valor ao negócio através do gerenciamento de seus serviços de TI, a ITIL acaba, sutilmente, levando em consideração questões ambientais nos processos de tomada de decisão. Embora falhe ao não endereçar o impacto ambiental da entrega de serviços, as práticas da ITIL buscam orientar a TI na direção e objetivos do negócio. Se o negócio da organização envolve a sustentabilidade, a TI Verde certamente surgirá neste cenário.

Creio que o "Service Strategy" (que, aliás, tem uma capa bem sugestiva, com uma planta !) pode nortear várias ações neste sentido: na parte de composição de valores (o que o cliente deseja, como ele quer a entrega), na parte de benefícios (valor para o cliente), na parte de processos estratégicos, na parte de casos de negócio, entre outros. Como já dito, um framework de governança abre possibilidades imensas
de interpretações em prol do negócio. E se o negócio quer o pilar ambiental, o framework pode colaborar e muito...

... Finalizando, minha opinião é que a responsabilidade ambiental deve ser incluída não apenas em projetos de ITIL, mas em qualquer projeto, TI ou não. Analisar o impacto ambiental de qualquer iniciativa nova é fundamental, e o que puder ser capitalizado em favor da organização deve ser feito. Os frameworks são grandes parceiros neste sentido."

Ainda aproveitei para citar, como exemplo, um artigo do Uptime Institute chamado "Using ITIL to Gain Data Center Effiency". Clique aqui para baixá-lo. Nele, o autor cita o gerenciamento de mudança e o de configuração como elementos capazes de atuar melhor na eficiência do seu Data Center, e as métricas provenientes da gestão por indicadores em serviços de TI podem ajudar muito também. A conclusão do artigo é que os princípios da ITIL com relação aos problemas estruturais, mudança e configuração, aliados às métricas, provêem dados importantes para tomadas de decisão neste sentido.

Em resumo: as "boas" práticas sugeridas nos frameworks em geral, e a ITIL é uma delas, tem, na essência, um compromisso ético que pode colaborar e muito na implementação de ações ambientalmente responsáveis. É uma questão de saber interpretar como agregar valor ao negócio.

Bem, vamos falando mais sobre frameworks em outras postagens ...

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

A Informação, segundo Castells

Aproveitando o gancho da postagem anterior, gostaria de comentar rapidamente sobre Manuel Castells e seu livro "A sociedade em rede". Leitura obrigatória para um entendimento histórico da revolução da tecnologia da informação, o trabalho literário do espanhol foi publicado em três volumes, com o título de "A Era da informação: Economia, sociedade e cultura", onde "A sociedade em rede" é o primeiro deles. Para Castells, a sociedade contemporânea é globalizada, centrada no uso e aplicação de informação e conhecimento, cuja base material está sendo alterada aceleradamente por uma revolução tecnológica concentrada na tecnologia da informação, tudo sujeito a profundas mudanças nas relações sociais, nos sistemas políticos e nos sistemas de valores. É um livro de uma consistência enorme, que analisa as várias revoluções que a informação permitiu, permite e ainda permitirá. Na gestão desta informação está um dos segredos do sucesso.

O desenvolvimento sustentável suscita um debate acerca de quais devem ser, de fato, os valores corporativos no mundo atual. O trabalho de Castells nos provoca exatamente este tipo de pensamento com relação aos nossos processos em TIC. Citando uma das passagens de seu livro, “ao transformarem os processos de processamento da informação, as novas tecnologias da informação agem sobre todos os domínios da atividade humana e possibilitam o estabelecimento de conexões infinitas entre diferentes domínios, assim como entre os elementos e agentes de tais atividades".

Gestão da Informação. Mudança de processos. Governança. Inovação. Eis alguns dos caminhos para a sustentabilidade em TIC.

Um pouco de história ...

O ano é 1946. Ele marca a chegada do primeiro computador programável, o ENIAC - Electrical
Numerical Integrator and Calculator (foto ao lado). Criado na Universidade da Pensilvânia e com patrocínio do exército americano, o computador pesava cerca de 30 toneladas, tinha 70 mil resistores e 18 mil válvulas a vácuo. O tamanho ? Ocupava todo um ginásio esportivo, cerca de 180 m2.

Num momento em que falamos de eficiência energética e sua aplicação na TIC, o curioso é saber que, quando o ENIAC foi ligado, seu consumo de energia tão alto quando que as luzes da Filadélfia piscaram. Isto está relatado no excelente livro de Manuel Castells, de 1999, intitulado "A sociedade em Rede", da editora Paz e Terra (falo mais sobre este livro em outra postagem). A primeira versão comercial desta máquina surgiu em 1951, após o invenção do transistor em 1947, com o nome de “UNIVAC 1”, e foi utilizada no processamento dos dados do censo norte-americano de 1950. Mais detalhes da historia do ENIAC pode ser lida aqui.

Hoje em dia são muitas as opções para tratar economia de energia em TIC: Thin clients, Blades, Data Centers verdes, monitores de LCD, chips eco-eficientes, virtualização e consolidação de servidores, conformidade à normas como Energy Star, entre outras. Aliás, uma matéria da IDG NEWS publicada pela COMPUTERWORLD (ler aqui) fala exatamente que estas são pequenas ações para quem quer começar, ainda que timidamente, um processo de TI Verde.

Mas sabemos que isso é só o começo. Na mudança dos processos é que está o "core" das ações.

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Reflexões sobre a crise #2: "Green IT" entre as previsões do IDC para 2009

Entre as 10 previsões do IDC para 2009 na área de tecnologia, a TI Verde está bem cotada. Segundo o instituto, a TI Verde terá um bom ano, tratada como "corte de custos". Com a tendência de um aperto finaceiro, investimentos com retorno a longo prazo não deverão ser prioridade, segundo o IDC. Tecnologias como a virtualização, Servidores e Storages eficientes (em energia e espaço) e cloud computing continuam com fôlego para 2009.

Muitos dos investimentos em TIC tendem, segundo o IDC, à eficiência energética. Repercute favoravelmente as declarações de Barack Obama no sentido de priorizar investimentos neste setor. E os mercados emergentes - como a América Latina - deverão ser o epicentro da inovação verde. O relatório do IDC pode ser lido aqui.

Bom saber que o IDC vê em mercados emergentes um foco destas inovações, o que é uma boa oportunidade para o Brasil. Mas não gostei muito da previsão de que a TI Verde será tratada como "corte de custos". Acho que é uma visão muito reducionista deste processo. É claro que ela é "também" isso, e talvez seja até seu grande motivador inicial, mas outras dimensões devem ser consideradas, aliás, é o que sempre discutimos aqui. De qualquer forma, é ótimo ver a TI Verde na agenda das tendências 2009.

Reflexões sobre a crise #1 ...

Para quem quiser se aprofundar mais no tema de créditos de carbono, o endereço www.carbonobrasil.com é uma ótima pedida, com notícias atualizadas sobre o mercado. Duas notícias recentes que me chamaram a atenção fazem referência ao comportamento do mercado de carbono diante da crise econômica mundial.

As negociações no mercado de carbono mundial chegaram a US$118 bilhões em 2008, crescimento de 84% em relação ao ano anterior. Foram transacionadas quatro bilhões de toneladas de permissões de emissão de gases do efeito estufa, o que representa um crescimento de 42% com relação a 2007. Apesar das incertezas econômicas , há uma previsão de que, em 2009, os negócios cheguem a US$ 150 bilhões. Clique aqui para ler a notícia completa.

Este otimismo contrasta com o fato de que as ações do setor de energias limpas cairam 61% em 2008. As mais afetadas foram empresas de energia solar e de biocombustíveis. O barateamento dos combustíveis fósseis e a fuga de investimentos em virtude da crise econômica foram os maiores responsáveis. Porém, o "efeito Obama" trouxe um sopro de vida ao recuperar algumas ações desde o final do ano passado, uma vez que o Presidente eleito nos Estados Unidos prometeu novos investimentos na área ambiental, principalmente com relação à energia limpa. A notícia completa está aqui.

O que podemos concluir é que há uma preocupação generalizada de que a crise afete diretamente os investimentos nas ações ambientalmente responsáveis. Se a empresa tiver que cortar custos, uma das areas quer poderá sofrer é exatamente esta.

Porém, se tais ações são pensadas de forma estratégica dentro da organização, visando oportunidades de negócios, melhor imagem junto a sociedade e valorização da marca da empresa, tais cortes neste setor não são justificáveis. Acredito que, na garupa da crise, teremos um "quem é quem" das ações ambientalmente responsáveis, pois os que pensam estrategicamente, certamente, continuarão com seus projetos neste sentido. Por isto, se alguém acha que não é hora de falar em TI Verde na sua empresa está enganado. A crise não pode ser desculpa para engavetar projetos que sejam justificáveis. Cabe ao gestor de TIC argumentar que tais investimentos garantem retorno e estão alinhados ao programa sustentável da organização. Difícil ? Pode ser, mas não impossível.

Para deixar seu website "Verde" !

O www.co2stats.com promete colaborar para tornar sua página na internet ambientalmente responsável. Entre os serviços oferecidos estão o monitoramento do uso de energia do seu website, dicas de como tornar sua página mais eco-eficiente (além de carregamento mais rápido) e a quantidade de energia renovável que deve ser adquirida para fazer a neutralização das pegadas de carbono (energia solar e eólica, por exemplo) .

Vale a pena dar uma verificada, pois é interessante como o mercado pouco a pouco começa a criar as oportunidades de negócio ambientalmente sustentáveis.

Pesquisar no Google ou ferver a água ?

Uma simples busca no Google produz cerca de 7g de dióxido de carbono(CO2). Esta foi a afirmação do americano Alex Wissner-Groos, físico da Universidade de Harvard. Isto significa que apenas duas buscas no site é equivalente a mesma quantidade de CO2 gasta para se ferver uma chaleira de água num dispositivo elétrico. Leia aqui a reportagem na página da BBC.

O cálculo envolve emissões tanto no centro de dados do Google quanto no computador que faz a consulta, baseando-se na velocidade de processamento da informação no Data Center. "Nosso trabalho não tem nada a ver especificamente com o Google. Nosso foco foi a Web como um todo", diz Alex.

Já o Google contestou estes número em seu blog (veja a postagem aqui). A empresa alegou que uma busca leva menos de 0.2 segundos e que utiliza ainda menos tempo nos servidores. Dessa forma, seriam consumidos 0,0003 kWh por busca, equivalentes a 0,2g de CO2. O Google ainda citou várias de suas iniciativas com relação à eficiência energética de seus centros de dados e suas parcerias com instituições ambientalmente responsáveis.

Quem está certo ou errado não importa. Numa época em que o Gartner estima que 2 % das emissões mundiais de CO2 vem da área de TIC, o que vale observar é que, de fato, precisamos ter um olhar cada vez mais sustentável, desde a concepção dos nossos projetos até a reavaliação de nossos processos atuais. Notícias como esta mostram que "todo mundo está de olho" em nossas atividades, e o negócio agora não é apenas realizar de forma certa nossos projetos, mas, cada vez mais, realizar o projeto certo.

Ainda tem dúvidas de que a sociedade já começou a cobrar um posicionamento mais sustentável das áreas de TIC ?